bebook realizou webinar sobre: As principais tendências para hotelaria em 2023 - Confira  - Bebook
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bebook realizou webinar sobre: As principais tendências para hotelaria em 2023 - Confira 

”No dia 14 de dezembro, foi realizado um webinar sobre as principais tendências da hotelaria em 2023, com a participação de Christiano Penna – CEO do bebook e Pedro Cypriano. Durante o webinar, eles destacam o cenário desafiador durante a pandemia e o impacto no cenário político e econômico para o mercado hoteleiro.”

Em meio a tantas mudanças provocadas pela transformação digital, que já estava em curso antes da pandemia, mas que foram fortemente aceleradas nos últimos dois anos, a hotelaria vive uma grande revolução. É essencial que os proprietários e profissionais acompanhem as últimas tendências hoteleiras, pois novas tecnologias, mudanças de atitude sociais, mudanças demográficas e realidades econômicas emergentes estão alterando fundamentalmente a forma como os hotéis e seus clientes fazem negócios. O surto da COVID acrescentou a isso, afetando as prioridades dos clientes e forçando os hotéis a se adaptarem. 

Sobre o mercado e o Macroambiente econômico para a hotelaria

‘’O Mercado hoteleiro depende da macroeconomia, que traz crescimento de demanda. Com reajuste de preço para cima, os resultados melhoram. Do ponto de vista de custo, a inflação também está diretamente relacionada ao nosso negócio. Então qualquer discussão em relação ao ambiente político e econômico impacta o nosso setor.’’ Destaca Pedro Cypriano. 

Cypriano, explica: ‘’ Vimos ao longo dos últimos meses aumentos de casos de COVID, porém a curva de mortes de certa forma foi contida, o que permitiu uma abertura econômica que as pessoas voltassem a viajar com mais intensidade. Tanto isso é verdade, que o mercado corporativo que foi o último mercado a reagir, passou a ser um pouco mais permissivo ao longo das suas viagens, isso fez com que a ocupação dos hotéis também retomasse valores muito próximos aos que tínhamos em 2019. Se essa tendência continuar, acredito que passemos a discutir menos ambiente sanitário e começa a olhar mais para economia e os seus impactos em relação ao nosso negócio.’’

Na questão econômica, tem algumas vertentes que são importantes para o setor de hotelaria. Cypriano, destaca: ‘’ O PIB que as empresas estão produzindo hoje acaba por ajudar a ter uma dinâmica mais clara na geração de riqueza para nosso país. E a questão é, se a economia não cresce, como é que o mercado hoteleiro vai reagir de uma maneira pujante? E pro mercado corporativo, principalmente os destinos urbanos, essa referência é importante. A questão é que o nosso mercado não é a economia hoje, é uma economia também do que vem pela frente. Aqui tem uma segunda variável que é a taxa de juros. Quando a taxa de juros está num patamar mais baixo e se tem estímulo ao investimento. Ainda que a economia real hoje ande um pouco de lado, as pessoas voltam a viajar num ritmo mais rápido, para prospectar novos negócios. E no final das contas, a taxa de juros hoje é alta, beirando os 14%. Então, vivemos em um país com uma economia estagnada e com uma perspectiva sinalizada pela taxa de juros que não é das mais favoráveis. Logo, não vejo uma pressão de demanda muito grande para os mercados corporativos em curto prazo.’’ Ele frisa: ‘’Pelo menos pra 2023 e provavelmente para 2024 com uma taxa de juros ainda elevada o que talvez diminua um pouco a pressão de demandas dos nossos hotéis do ponto de vista corporativo.’’

Para o contexto na área do lazer, Cypriano destaca: ‘’ Hoje, diante desse cenário de economia lateralizada, vimos US$1 saindo de US$3.9 para US$5.5, isso significa que o mercado pujante doméstico passa a não viajar tanto ao exterior, fazendo com que algumas viagens domésticas continuem dinamizando o nosso mercado. Então, na essência, enxergo um mercado corporativo mais próximo a 2019. Provavelmente com uma pressão de demanda não tão clara ou que talvez traga alguns gatilhos de preço um pouco mais modestos, porém o mercado de lazer segue forte em razão principalmente da desvalorização do real perante o cenário que estamos vivendo.’’

A Demanda permanecerá em alta em 2023?

Christiano Penna, questiona: ‘’ O que vimos dos resultados dos hotéis, na área do lazer em 2021/22 após a febre da clausura causada pela COVID, manteve uma demanda em alta, e o corporativo agora em 2022 também teve uma retomada maior em relação a números de 2019. Você acredita que esse período pós-pandemia já estabilizou? e a tendência do corporativo é de manter um lazer pujante ou seria decréscimo no corporativo novamente?’’ 

Cypriano, responde: ‘’ Essa resposta do ponto de vista sólido ninguém tem, porque o histórico é curto e ainda tem volatilidade. Mas existem algumas premissas que conseguimos compartilhar. A primeira delas, é a que tive oportunidade de coordenar dois estudos, foram estudos complexos relacionados ao setor e sobre o potencial de recuperação dos hotéis,um para hotelaria urbana e outro para hotelaria de lazer. E esses estudos foram publicados em junho de 2020 quando ainda existia uma grande cortina de fumaça relacionada a COVID, não tínhamos vacina e debatíamos como seria o potencial de recuperação do mercado próximo ao que tínhamos na pré-pandemia e na prática aquelas curvas foram muito aderentes ao que existia. Debatíamos que o mercado de lazer chegaria a 2023 com incremento real de receita na ordem de 40% e até hoje essa recuperação está a beira dos 35% e esses 5% provavelmente virão ao longo do próximo ano. E no mercado corporativo, além de falar que pela média móvel, a receita voltaria em meados de 2023 no primeiro semestre. Na prática vimos que até hoje metade dos mercados tiveram recuperação de valores reais e a outra metade ainda não, sinalizando que realmente essas curvas elas têm aderência com o que tá acontecendo hoje‘’ Conclui.

Cypriano, sinaliza sobre as possíveis possibilidades para 2023: ‘’ O mercado hoteleiro de alguma maneira é previsível e conseguimos simular, entendendo quais são os fundamentos relacionados ao setor. Isso do ponto de vista prático sinaliza a seguinte questão: para 2023, há uma possibilidade de alguns mercados darem um passo para trás em relação à ocupação. Isso é um grande desastre? Não, acredito que seja talvez uma sinalização sutil, porém com viés para baixo. Por que digo isso? A abertura dos mercados corporativos se intensificou principalmente no início do segundo semestre deste ano. Até então ficamos praticamente dois anos sem viajar, e quando fica sem viajar, independente do que aconteça na economia, se o cenário sanitário permite, você precisa ir até as cidades, ir até os seus clientes, e assim como aconteceu com os mercados de lazer, existia ainda uma demanda reprimida relacionada a negócios e isso independe do que tá acontecendo na economia. É a simples abertura e permissão para que as pessoas consigam voltar a viajar. De certa maneira, esse cenário trouxe ocupações até acima do que tínhamos em 2019.’’ 

 ‘’Talvez ao longo do próximo ano tenhamos algum decréscimo de ocupação ainda que sutil em razão do cenário econômico modesto e isso com uma perspectiva de um governo que não é tão pró-mercado, talvez ganhe um pouco mais de força. E se isso acontecer, a nossa capacidade de ditar crescimentos de tarifa num ritmo mais rápido pode perder força em alguns mercados. Então, estou esperançoso pro mercado corporativo, mas tenho cautela , porque o cenário econômico talvez não ajude tanto. Quando olho pro mercado de lazer, evidentemente se a economia não funcionar e os empregos de alguma forma perdem força, assim como o aumento real de renda da população, a sua propensão ao consumo de entretenimento e viagem, ela tende também a desacelerar. No entanto, acredito que ainda há uma possibilidade de resultados positivos. E aqui a minha visão do dólar explica boa parte desse mercado. A demanda doméstica é gigantesca, vivemos em um país que é um país continental, e para algumas pessoas, principalmente para aqueles produtos mais sofisticados, deixar de viajar dificilmente é uma opção clara para quem tem uma renda maior e viajar pra fora hoje é caro demais. Logo, independente do aumento de preço relacionado ao nosso mercado, ainda sou bastante otimista em relação ao mercado de lazer e vejo resultados positivos e ainda acima do tínhamos em 2019.’’ Cypriano, explica. 

Sobre o apagão da Mão de Obra no turismo

A temporada de verão 2022/23 será a primeira após o fim de algumas restrições sanitárias relacionadas a Covid-19, a vida vem voltando ao normal aos poucos e a demanda que ficou reprimida durante dois anos tem sido a mola propulsora da retomada da hotelaria. Ao longo desse ano muitos hotéis têm comemorado os índices de ocupação e faturamento e a alta temporada que viria para coroar essa retomada. Porém, questões importantes como a mão de obra é um dos motivos que pode gerar preocupação para os gestores. Christiano penna, comenta: ‘’ A hotelaria, sofreu um baque muito grande de mão de obra, porque ela teve que migrar para algum lugar que estava produzindo, que estava oferecendo trabalho, e o fato da mão de obra escassa é que já não era tão abundante antes no mercado.’’ 

Cypriano, complementa: ‘’ Quando a pandemia chegou e os hotéis perderam praticamente toda a receita, foi inevitável haver desligamentos em massa no mercado. As empresas tentaram por alguns meses e diante do cenário muito incerto precisava-se tomar uma decisão, que era aliviar o custo fixo do negócio. Houve desligamentos em ordem de grandeza próximo a 50% da força de trabalho do nosso negócio. Naquele momento, evidentemente as pessoas não podiam ficar esperando o que vem ou o que vinha pela frente, até porque ninguém sabia de fato qual seria a curva de recuperação. A grande questão é, o mercado voltou a crescer, a pandemia foi controlada, os hotéis voltaram a ter ocupação próxima ou acima do pós-pandemia e evidentemente a necessidade de reintegração da força salarial, ela aconteceu e aí surge um novo capítulo. Agora, as pessoas não querem mais, porque elas encontraram outras opções. E vamos pensar o seguinte, o que é a hotelaria hoje? Eu vou te oferecer um trabalho que é 6×1, porém com salários apertados ou pelo menos modestos, e como quebrar esse ciclo? reintegrando pessoas e conseguindo reter qualidade e talentos no seu hotel. Precisamos melhorar a margem dos hotéis para melhorar também a capacidade de remuneração. A boa notícia é que as tarifas voltaram a crescer, e no final das contas as margens não são ainda ideais, mas os resultados dos últimos meses permitiram que as tarifas voltassem a crescer. Agora esse movimento não pode ser um movimento estático, ele tem que ser um movimento contínuo, e uma indicação de tendência daqui pra frente. Está na hora de começarmos a entender melhor se o resultado dos hotéis é condizente ou não com o investimento que foi feito. 

A tecnologia e o acesso à informação na hotelaria

Sobre a capacitação da tecnologia e automação, Christiano Penna, destaca: ‘’ Nós somos um RMS nacional, e o nosso trabalho é aumentar o resultado do hotel, aumentar o faturamento e na maioria das vezes a tarifa. Isso depende da estratégia, se é tarifa ou ocupação, mostramos sempre resultados, e isso usando a tecnologia como uma força para o profissional da hotelaria e o hotel.’’

Cypriano, explica: ‘’ Quando se fala sobre acesso à informação, onde a inteligência de mercado está relacionada a um olhar para dentro da empresa e para fora. Quando você olha pra dentro da empresa o que deveria ser um pouco mais simples, os processos não são aceitos. Tanto análises horizontais como análises verticais relacionadas às principais contas dos nossos empreendimentos, essas informações são de difícil acesso e não só de uma maneira estática. Olhando de uma maneira mais granular, nos principais dias da semana, me antevendo algumas tendências. Essas informações, elas ainda não refletem na necessidade de tomada de decisões dos gestores, muitas vezes esses processos ainda são manuais e muitas vezes os analistas passam a maior parte do tempo deles construindo relatórios e não analisando a informação, quando isso acontece, a sua capacidade de tomada de decisão é limitada.” 

Cypriano, continua: ‘’ Olhando pra tecnologia, acredito que houve avanços significativos nos últimos anos. Há dez anos atrás provavelmente as plataformas disponíveis eram pouco amigáveis para pequenos e médios empreendimentos. E hoje você tem soluções que são mais baratas e que cabem no bolso, não que o acesso à informação seja totalmente fluido e simples, ainda temos caminhos a evoluir de integração de formação dos sistemas. Mas do ponto de vista financeiro, ele começa a fazer sentido para a ponta final. Nesse equacionamento, tem um outro ponto que vejo ainda uma necessidade de melhoria que é além de máquinas interessantes, temos também pilotos que saibam usufruir das máquinas e interpretar as informações de uma maneira prática. Então, nesse arcabouço de inteligência de mercado, tecnologia e como utilizar essas informações para melhorar o resultado dos nossos hotéis no dia a dia, acredito que aqui ainda existam formas de conseguirmos resultados mais atrativos.’’ 

 ‘’Para melhorar a sua capacidade de gerir receitas, incrementar o seu potencial de resultados, temos que parar de ver o setor como custo, e sim como investimento. Além de ter mais clareza de quanto que isso traz de resultado, não só em receita, mas na última linha, o potencial incremental de valor é gigantesco e nos últimos anos pra cá fizemos diversos exercícios para ganhar um pouco mais de eficiência em custo. E aqui começamos a se debruçar sobre uma outra necessidade que é de melhorar a nossa capacidade de administrar receitas. E aqui não tenho dúvida que a tecnologia, sistemas de uma maneira geral e pessoas é fundamental para dar esse novo passo no nosso mercado.’’ Cypriano complementa.

A pressão das passagens aéreas

Reflexos da pandemia pressionaram os preços das passagens aéreas ‘’A minha primeira resposta é que não existe um direcionamento único para qualquer e todo o mercado. Então a gente tem que encontrar soluções que sejam aplicáveis a toda e qualquer região, isso não acontece. Se você olhar do ponto de vista macro, hoje o mercado hoteleiro tem uma oferta acima do que a gente tinha em 2019 e tem uma demanda que nos últimos meses excedeu 2019. Então, como que no mercado que no agregado tá com demanda acima pode haver algum impacto no setor hoteleiro? De uma maneira macro a conclusão seria simples, continuamos igual e talvez estejamos até com uma propensão maior ao consumo. Por outro lado você tem alguns destinos que são mais dependentes do aéreo, hoje tenho circulado praticamente os principais mercados hoteleiros do país, tanto corporativos quanto mercados de lazer. Os resultados dos últimos meses desses hotéis, sinalizam ocupações acima do que tínhamos antes e com uma diária subindo, tanto pro segmento de lazer quanto para o mercado corporativo, acima da inflação. Então, até agora não vi impactos que sejam impactos disruptivos na trajetória de recuperação da hotelaria. Em relação aos efeitos relacionados ao aumento da tarifa, eles não foram suficientes para barrar o crescimento do nosso mercado.’’ Destaca Cypriano. 

Esperança ou Otimismo?

Em resumo ao que foi dito, Pedro Cypriano, comenta: ‘’ Sinto-me otimista para o mercado de lazer, tenho esperança em está errado em relação ao mercado corporativo e que continuemos com ocupações acima de 2019. Mas apesar de estar esperançoso para ocupação no mercado corporativo, estou otimista com a nossa capacidade em ditar uma tarifa que é uma um pouco mais alta em comparação ao que vimos até agora, porque quando olha-se de diária média ao longo dos último meses, finalmente, a diária média excedeu em valores reais os mesmos meses do ano de 2019. Então, mantida essa tendência, vamos ter um incremento real de preço no nosso mercado, a ideia é dar continuidade nesses movimentos independente de uma ocupação. Temos uma pressão de custo gigantesca no mercado, quando olhamos para indicadores nacionais, existe uma expectativa de um IPCA próximo a 5% no próximo ano, mas receio que pode ser mais. Agora, com a troca de governo, em algum momento, isso tem que voltar, podendo impactar os nossos negócios, o que reforça ainda mais essa necessidade de continuar ditando melhorias em termos de tarifa porque é onde o hoteleiro consegue ter mais de ingerência.’’ 

Assista a Webinar completa no nosso canal do Youtube: shorturl.at/dmqwU

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